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Projeto de lei prevê que a prática de soltar pipas seja feita com segurança

Nos dias em que o vento sopra mais forte elas estão lá. Deixam o céu colorido. E fazem a diversão da garotada e de adultos também. Nós estamos falando das pipas, também chamadas de papagaios, dependendo da região do país. A brincadeira é milenar. As primeiras pipas surgiram há cerca de 3 mil anos e acredita-se que essa prática tenha começado na China. Para confeccionar uma é bem fácil, basta uma armação de varetas de madeira coberta por papel de seda, plástico ou tecido. Uma linha comprida presa na armação ajuda a empinar a pipa ao vento.

Nas competições a brincadeira tem o objetivo de partir a linha do adversário. Para isso é necessário a utilização do cerol (mistura de vidro moído e cola) ou a linha chilena (versão industrializada do cerol). A prática gerou uma série de complicações por causa dos acidentes provocados pelos cortes desse tipo de material, principalmente em ciclistas e motociclistas. O motivo é simples: o cerol e a linha chilena passaram a ser usados de forma indiscriminada em qualquer lugar.

Embora não existam estatísticas consolidadas a respeito do tema, dados fornecidos pela fundação Brazilian Kite Club informam que 10 pessoas são vítimas de ferimentos provocados pela linha revestida com vidro moído por ano no Brasil. Ainda segundo dados obtidos pela Associação Brasileira de Motociclistas, são mais de 100 acidentes por ano, sendo que 50% causam ferimentos graves e 25% fatais.

A partir desses dados, surgiu a ideia de se criminalizar o uso do cerol e da linha chilena. Ocorre que a prática de soltar pipa é milenar e precisa de um espaço adequado. O deputado Daniel Donizet foi procurado por associações de pessoas que gostam de soltar pipas e de participar das competições. A reivindicação é por um espaço para a prática, que seja distante de onde haja fluxo de pessoas, o chamado pipódromo. “Nós queremos levar a pipa para um determinado local, afastado da sociedade, dos fios, dos carros, dando segurança para nós e para população. Nós não queremos prejudicar ninguém. Todo segmento de esporte e lazer, no Brasil, tem a sua área: o kartódromo, o motocross, o aeromodelismo, o autódromo. Se todos têm a suas áreas é para que se garanta um local seguro para cada modalidade. Com a pipa deve ocorrer o mesmo”, ponderou Sidney Caldas de Figueiredo, funcionário público e presidente APEBE (Associação de Pipeiros e Esporte de Brasília e Entorno).

Juntamente com sua equipe, o deputado criou o projeto de lei 250/2019. A matéria continua com a proibição do uso do cerol, exceto nos espaços apropriados. Será feito um estudo junto com Detran, Corpo de Bombeiros e polícias Civil e Militar para definir qual seria a melhor área para o pipódromo ser construído. “Nosso objetivo é criar um local específico e o estado deve proteger essa área. As forças de segurança fiscalizariam para que não houvesse o uso do cerol em espaços inadequados. Soltar pipas é uma forma de retirar as crianças e jovens da marginalização. No Brasil já existem pipódromos em São Paulo, capital, Ribeirão Preto, Campinas, Sumaré, tem na Bahia, Minas Gerais e em Goiânia também. Nossa ideia é seguir a mesma linha desses locais onde a medida deu certo”, explicou o deputado.

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